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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Em clima de grande festa Nzo Tumbansi abre calendário festivo e tradicional do ano de 2011

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*por Maganza Lukayami, Raoni G. Adolfo, Secretário-Interino de Comunicação Social, Imprensa e Divulgação do Nzo Tumbansi
Dia 15 de janeiro de 2011, um terreiro de candomblé de tradição congo-angola, localizado no município de Itapecerica da Serra, região metropolitana sul da Grande São Paulo, mobiliza centenas de fiéis e seguidores de vários lugares do Brasil para a celebração da data que abre oficialmente o calendário de festas tradicionais da comunidade. A cultura tradicional banto perdura há mais de 300 anos, e por isso os seus fiéis, praticantes e vivenciados lotaram as dependências do Nzo Tumbansi, na Estrada de Itapecerica, 5205, Jardim Campestre, para a grande celebração conduzida e presidida por seu sacerdote máximo, o Nganga-Nkissi Katuvanjesi – Walmir Damasceno, jornalista baiano e que há mais de 20 anos migrou para a capital paulista reestruturou o Nzo Tumbansi e tornou-se a maior referência em cultura tradicional banto e candomblé congo-angola.
Exatamente como estava previsto, às 20h00 começaram as celebrações da 25ª edição do Calendário Festivo e Tradicional do Nzo Tumbansi, comemorado com a realização da obrigação de 14 anos de iniciação e reafricanização no candomblé congo-angola da Kota Kitamazi N`ganga, a médica Eunice Retroz Bernardes, atual presidente da diretoria executiva e administrativa do Instituto Latino Americano de Tradições Afro Bantu (Ilabantu), entidade conservadora e mantenedora do Nzo Tumbansi, além da apresentação dos novos iniciados: o kambondu Daniel Francisco de Souza Passos, de Mutakalombo, filho carnal do casal Neide de Ndanda-Nlunda e do advogado Marcelo William Passos, do Guarujá, litoral sul paulista; além da saída do muzenza Dionatam Valentim dos Santos, de Kavungo, procedente da cidade de Valença, sul da Bahia, que procurou o Nzo Tumbansi para a sua iniciação na tradição do candomblé congo-angola, além do maganza Julio Moraes Junior, Awalakaji, de Nkongombila, que tomou obrigação de três anos pelas mãos do Tata Kiasámbwa.
Apesar da semana chuvosa em São Paulo, como igualmente acontece em vários lugares da região sudeste do Brasil, não conseguiu desanimar o contingente de membros e integrantes do Nzo Tumbansi, que não pouparam esforços para organização e decoração do local a fim de receber os convidados e visitantes, e dentre os inúmeros presentes cabe destacar a presença do oga-agba Gilberto d`Esú, presidente do Afosé Ilê Omo Dada, que acompanhado da professora Neide, assistiu as atividades festivas e religiosas. Não menos importantes, compareceram os tata Kialeji, José Raimundo de Nkossi; Kiamuiji, também de Nkossi; Kiamulóji, de Nkongombila, e que tem seu Nzo no distrito de Monte Mor, Campinas; Kisaneji, njimbidi do Nzo Tumbansi e que veio da cidade de Xerén, Duque de Caxias, baixada fluminense; o tata Kivonda Lutambanji, de Nkossi, da cidade de Sumaré, região metropolitana de Campinas; o casal Kiangana e Diala Kiambi (Regiane e Oziel), respectivamente de Katende e Mavambo, e seus mona kwa nkissi, que tem seu Nzo no município de Embu das Artes, região metropolitana oeste de São Paulo.
O clima de emoção tomou conta e ficou visível em meio ao publico presente quando da entrada no salão de culto dos nkissi Uambulu Sena, incorporado pela Kota Sinderewi, Iara Damasceno, que apresentou a todos o Kambondu Daniel de Mutakalombo e dançou em homenagem aos 14 anos de iniciação da Kota Kitamazi N`ganga, que feliz, vibrava e acompanhava a mukini (dança sagrada) do Nkissi. Na seqüência foi a vez dos nkissi Nkongombila e Kavungo, que dançando, encantou os presentes.
Ao final da cerimônia, foi servido a todos um delicioso e lauto jantar de comidas baianas, como é tradição do Nzo acompanhado de várias iguarias e bebidas da culinária afro baiana.

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