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domingo, 24 de março de 2013

O que não foi dito no encontro sobre Igualdade Racial


Texto para câmara Guarulhos

                                          

Senhores e senhoras

Não sou Cristão nem Islamisado porem não me furto em ler e tentar entender a Biblia ou o Alcorão e a meu ver o que falta hoje no Brasil é não nos entregarmos a Douta Ignorância, a leitura cega de um texto que não conseguimos entender e é a partir dessa premissa que pseudos especialistas em textos tradicionais traduzem, distorcem e re-interpretam ao seu bel prazer re-infundindo na população diuturnamente através da mídia impressa, falada e televisada o obscurantismo religioso da idade media.

Todas as religiões no Brasil são de descendência africana afinal o oriente médio é parte do continente africano, portanto Javé, Johsua ( Jesus), Mohamede (Maomé) e Obatala tem origem no mesmo continente, porem seus seguidores separaram-se querendo que um seja maior que o outro, ou que um predomine sobre o outro da mesma forma que criou-se o mito da supremacia branca levada as ultimas conseqüências pelos nazistas, tudo em nome de um Deus ou de um grupo de intolerantes sectários. Hoje o país esta sendo varrido por uma onda de intolerância religiosa provocada por alguns setores sectários, aja visto o ocorrido na Camara dos Deputados em Brasília onde o “deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP)” declarou segundo os periodicos, que os negros seriam o produto da maldição eterna.

Evidente senhores que esse mito vem da idade media, do periodo do obscurantismo, visando justificar a escravização dos povos negros, mito baseado no episodio de Cain e Abel onde os descendentes de Cain (Cam) ou (Camitas) seria os descendentes da maldição divina e por isso com a pele marcada (negra). O Brasil é um país laico, mas o que seria Laico ?

Vejamos, o laicismo é uma doutrina filosófica que defende e promove a separação do Estado das igrejas e comunidades religiosas, assim como a neutralidade do Estado em matéria religiosa. Não deve ser confundida com o ateísmo de Estado. Os valores primaciais do laicismo são a liberdade de consciência, a igualdade entre cidadãos em matéria religiosa, e a origem humana democraticamente estabelecida pelas leis do Estado.

Então o Estado Laico é o Estado onde cada cidadão poderá professar a religião que melhor lhe convir, não cabendo a outros cidadãos serem intolerantes, xenófobos ou racistas no que concerne ao pensamento do outro, muito menos propor leis ou outros mecanismos que dificultem o desenvolvimento de uma religião diferente da sua, sendo isso considerado crime segundo a constituição brasileira.

Por outro lado temos a Xenofobia generalizada e incompreendida, o medo incontrolável do desconhecido que pode ser caracterizada como preconceito ou transtorno psiquiátrico.

A xenofobia como forma de preconceito é caracterizada pela aversão e a discriminação dirigida a pessoas de outras raças, culturas, crenças e grupos, nesse caso dirigida historicamente aos afros descendentes assim como a discriminação que constitui seu pilar ideológico. Tendo em conta que nosso país recebeu 40% da população escrava no mundo, ele foi marcado por essa herança. O racismo é uma construção que tem uma extensão intelectual muito intensa, que impregnou a mentalidade dos brasileiros. Portanto, o racismo existe no Brasil tendo uma dimensão histórica considerável.

Desde o Império as religiões de matriz africana são impedidas de se organizarem, na 1° republica seus descendentes são perseguidos e escorraçados. No estado novo, presos levados aos tribunais como vadios e criminosos, na atualidade nada mudou, foram implementados alguns mecanismos que favorecem as populações negras como cotas etc. Porem nada mais se fez para que as religiões de matriz africana alcancem um nível de estruturação compatível com as demais religiões, muito embora tenhamos hoje o estatuto da Igualdade racial pouco ou nada tem sido concretizado no que tange as questões culturais e religiosas.


A meu ver o município de Guarulhos tem em seu comando um prefeito sensível as causas acima descritas podendo tornar-se um município modelo no que tange as causas dos afros brasileiros implementando mecanismos através dos órgãos já existentes.

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